O Museu Vivo do São Bento (MVSB), em Duque de Caxias, vai encerrar o mês de maio participando de eventos importantes ligados a temas como equidade racial, combate à intolerância religiosa e museologia social. Um deles é a 24ª Semana Nacional de Museus, um dos maiores eventos culturais do país, promovido anualmente em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, celebrado nesta segunda-feira, 18 de maio.
Com o tema “Museus: Unindo um Mundo Dividido”, a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre o papel dos museus em um contexto marcado por desigualdades persistentes, conflitos e disputas de narrativas, destacando essas instituições como agentes ativos na construção de uma sociedade mais justa e democrática.
O MVSB integra a programação do evento no próximo domingo, dia 24 de maio, a partir das 13h, com o “Okê Caboclo – Toque de Caboclos”, gira organizada por Mãe Inara de Iansã, do Templo das Rainhas, e por Pai Rômulo de Exú, da Cabana Rei Congo. A manifestação religiosa vai exaltar a força, a sabedoria e a ancestralidade dos povos originários.

O Toque de Caboclo também fará parte do II SIMPMEERQ (II Simpósio da Política Municipal de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola).
O evento vai reunir diversas instituições do município de Duque de Caxias em torno de ações que promovem a equidade étnico-racial e o combate ao racismo, em consonância e cumprimento às Leis: nº 10.639/2003, nº 11.645/2008, Portaria do MEC nº 470/2024, Portaria da SME/DC nº 53/2025 e Lei Municipal nº 1.394/1998. A ação é promovida pela Secretaria de Educação do município.

O museu ainda participará durante o evento da mesa “Entre raízes e ancestralidades: Currículos, ERER e saberes”, às 8h, com a presença da historiadora Deise Guilhermina. No mesmo dia, a profissional, junto ao jornalista Rafael Nascimento, vão apresentar o documentário “Resistência em Fio e Forma: Artesãs Negras do São Bento”, a partir das 18h.
No filme, seis artesãs do grupo são entrevistadas e compartilham suas histórias, trajetórias, conquistas, lutas e suas relações com o Museu Vivo do São Bento.

Gravação do documentário sobre as artesãs negras do São Bento. (Foto: Marcela Milão/MVSB)





