Museu Vivo do São Bento promove roda de conversa sobre o protagonismo feminino na Baixada Fluminense

No dia 19 de março, às 14h, o Museu Vivo do São Bento (MVSB), em Duque de Caxias, vai promover a Roda de Conversa “Ancestralidade, Acessibilidade e Produção Cultural: Protagonismo Feminino na Baixada Fluminense”. A atividade vai ocorrer na Sede Administrativa do MVSB e vai contar com emissão de certificado de participação (horas complementares). É necessário sinalizar que deseja o documento no ato da inscrição via formulário disponibilizado logo abaixo.

CONFIRA AS PARTICIPANTES

Lívia Fialho: Produtora cultural com mais de 15 anos de atuação em projetos socioculturais na Baixada Fluminense e Região Serrana do Rio de Janeiro. Fundadora do Coletivo Cultural Yabás, onde desenvolve ações formativas e artísticas com foco em dança, capoeira, audiovisual e literatura, voltadas para o fortalecimento do sagrado feminino. Assina a produção de iniciativas premiadas pelas Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, com ênfase em narrativas periféricas, protagonismo feminino e infância. Atua como articuladora territorial em Magé, Petrópolis e Duque de Caxias, integrando redes de cultura, escolas públicas e coletivos populares. Produziu ações como a 1ª Ocupação Cultural de Magé e o projeto audiovisual “Eu sou porque nós somos”, premiado em nível estadual. Coordena ainda portfólios e propostas culturais para mestres da cultura popular e juventudes urbanas, sempre valorizando identidades negras e saberes tradicionais. Tem como marca a escuta sensível, a coerência técnica e a construção de processos criativos potentes e transformadores. Atua como coordenadora de projetos da Fundação de Cultura e Turismo de Magé. Graduanda em marketing pela Unifatecie

Mãe Gilda: Gilda Correia Vieira nasceu em Ubatuba, Bahia, no ano de 1956. Foi iniciada na Nação Angola, na Casa do Bate Folha (BA), aos 6 anos e 11 meses de idade, em 23 de agosto de 1962. Aos 13 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 2 de junho de 1990, recebeu o balaio de Axé na casa de Aumirê, neta de Ominderewa, em Santa Cruz da Serra. Também é iniciada no Ifá do Babalawo Ifá Tóbiloba Oje Tolu Egbe Lolá Esu Wale, agora também conhecida como Yfá Laloê. Em 25 de março de 1990, inaugurou o Ilê Ashé Odé Oran Caruanan, onde atua até hoje como Yalorishá de Odé, preservando e difundindo os fundamentos da Nação Angola e fortalecendo a ancestralidade no território. No ano de 2023, foi agraciada com o título de Honoris Causa, em reconhecimento à sua trajetória religiosa, à valorização da memória ancestral e ao seu relevante trabalho comunitário nas periferias de Duque de Caxias. É também co-idealizadora da Orkestra Popular Barracão, que iniciou seus estudos e atividades no chão de sua própria casa, consolidando-se posteriormente em uma circulação de apresentações e ocupações artísticas em diversos espaços públicos e privados do Rio de Janeiro.

Lari Ferreira:  Negra com deficiência física, artista das artes integradas e consultora em acessibilidade cultural. Cria de Imbariê na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro; comunicadora social e jornalista, pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCS/UERJ). É artista-expositora na 4ª Edição do Frestas – Trienal de Artes, realizada no Sesc Sorocaba. Foi artista-residente na Residência Incluir, da edição de 2025, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio). Atuou como educadora no Educativo da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), e coordenadora de Acessibilidade Cultural na Quafá Produções, em 2024. É diretora de produção formada em Engenharia de Produção Cultural, com ênfase em Cultura de Periferia, pelo Observatório de Favelas e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Unirio e em Técnicas Cênicas pela Divisão de Teatro da UERJ.

Deise Guilhermina: Doutora e mestre em Educação formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), linha de pesquisa “Negro e Educação”. Graduada em História e especialista em História do Brasil. Historiadora do Museu Vivo do São Bento na cidade de Duque de Caxias e da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Pesquisadora do Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira, do grupo de pesquisa Ecologias do Narrar e do projeto de extensão Reinvenção do Ler, do Escutar, do escrever e do Falar com Você.

SERVIÇO

📍 Museu Vivo do São Bento – R. Benjamin da Rocha Júnior, s/n – São Bento, Duque de Caxias – RJ, 25045-010
📅 19 de fevereiro (quinta-feira)
🕒 14 h
🔗 Inscrição neste link. Evento gratuito

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